O BEM-ESTAR COMO CIÊNCIA E POLÍTICA




A ONU – Organização das Nações Unidas entende a saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas como a ausência de infecções ou enfermidades”.

Com base neste conceito a ONU atua muito além do combate a doenças infecciosas e epidemias e englobar questões como o combate à fome ou insegurança alimentar; ela fomenta a promoção da igualdade de gênero, da saúde mental e do aumento do bem-estar subjetivo dos povos através de políticas públicas e privadas (corporativas) que levem em consideração os preceitos da Ciência da Felicidade. O bem-estar hoje é muito mais que um conceito, é uma ciência. e está sendo adotado por empresas públicas e privadas como critério para definição de políticas internas para melhoria dos níveis de felicidade e engajamento de seus colaboradores, o que tem reflexo imediato nos resultados operacionais e financeiros.


A Felicidade vem sendo objeto de estudo desde a antiguidade e sempre teve muitos significados. No século XXI passou a ser objeto de pesquisadores que perceberam sua importância para a construção de um desenvolvimento humano positivo e sustentável. A ciência do Bem-estar é o estudo empírico de tudo que contribui para que as pessoas floresçam. Esta ciência está recebendo destaque cada vez maior devido a sua importância para a saúde mental positiva, definida pela própria ONU como "um estado de bem-estar no qual o indivíduo desenvolve suas habilidades, consegue lidar com o estresse cotidiano, trabalha de modo produtivo e é capar de dar uma contribuição à sociedade.


O termo "ciência do bem-estar" surgiu em fins do século XIX. No início do século XX já se discutia a ideia de que o bem-estar deveria ser um proeminente tópico de investigação científica, mas foi em meados dos anos 90, com o surgimento da Psicologia Positiva, que a Ciência da Felicidade começou a se consolidar. Hoje ela é uma ciência interdisciplinar e converge contribuições de áreas do conhecimento como a própria psicologia, antropologia, neurociência, economia, filosofia, sociologia, genética, política social e a ciência das emoções.


Em 2004 o PhD. Martin Seligman citou em seu livro Felicidade Autêntica as três teorias da Felicidade mais conhecidas: HEDONISTA - uma vida feliz busca o prazer e foge da dor. DO DESEJO - a realização de desejos objetivos contribuem para a felicidade. OBJETIVA - felicidade é atingir coisas que valem a pena naquele momento. Depois de aprofundar estes estudos, Seligman chegou a três tipos de felicidade: a vida agradável (prazer), a vida boa (engajamento) e a vida significativa (valor). Mas hoje, os estudos atuais, inclusive do próprio Seligman, demarcam felicidades mais profundas e amplas.


Um dos principais nomes desta área são Felícia Huppert, diretora do Well-Being Institute da Universidade de Cambridge. Felícia defende que o bem-estar é uma combinação de sentir-se bem e funcionar de modo otimizado. Sentir-se bem refere-se a experimentar emoções positivas regularmente, enquanto o funcionamento otimizado refere-se a ter controle sobre a sua vida, desenvolver seu potencial, ter um propósito e desfrutar de relacionamentos saudáveis. Segundo a Professora Felícia o bem-estar é sustentável desde que não se elimine por completo as emoções negativas da vida, mas que se mantenha uma proporção minimamente ideal entre emoções positivas e negativa, bem como sejamos capazes de lidar com as negativas quando elas ocorrem.


Temos outros grandes nomes de pesquisadores e cientistas que exploram a Ciência da Felicidade e trazem grandes contribuições para elevar o bem-estar de indivíduos, equipes e organizações inteiras. Várias intervenções vem sendo testadas, mas isso é assunto para um próximo artigo.


Pedagogia das Felicidades.

Precisamos falar disso. Fique por perto.

Até breve!